Dicas de Viagem Atualizado em 31 de julho de 2026 por Felipe Akira

O governo federal vai investir R$ 1,3 bilhão para reduzir os impactos do El Niño no país. Medidas incluem estoques de alimentos, combate a incêndios e segurança hídrica.

El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (29) um pacote de R$ 1,3 bilhão para reduzir os impactos do El Niño no país. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou as medidas, que incluem estocagem de alimentos, monitoramento climático, fiscalização ambiental e combate a incêndios.

O que o governo vai fazer com R$ 1,3 bi contra o El Niño

O total de investimentos, entre ações recentes e previstas para o segundo semestre, chega a R$ 1,3 bilhão. A prioridade é preparar o país para os efeitos do fenômeno, que aquece o Oceano Pacífico e altera o clima em todo o território nacional.

Estoques públicos: milho, arroz e cestas para populações vulneráveis

O governo vai comprar 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos. Também serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos destinadas a povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

O que o El Niño causa em cada região

O fenômeno provoca seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e enchentes na região Sul. Por isso, as medidas são diferentes para cada área.

Sul: Defesa Civil e barragens

Para a Região Sul, os investimentos focam em Defesa Civil, para pronto atendimento às emergências, e ações corretivas em barragens e diques, com apoio de estados e municípios.

Norte e Nordeste: brigadistas e segurança hídrica

Nas regiões de seca, houve ampliação no número de brigadistas federais e aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Ações de segurança hídrica estão em andamento, sobretudo no Nordeste.

Resultados já alcançados: queda no desmatamento

Segundo a ministra, o governo já trabalha para diminuir os impactos climáticos. Entre as ações adotadas está a redução do desmatamento: queda de 50% na Amazônia, 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal.

Também há processo de restauração florestal em 3,4 milhões de hectares.

Rio São Francisco: 12 milhões de pessoas beneficiadas

O governo investe na integração do Rio São Francisco para minimizar a seca no Nordeste. São 12 milhões de pessoas beneficiadas nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Outros investimentos em segurança hídrica, fora do São Francisco, incluem adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação. Essas ações ocorrem no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Energia: R$ 118 bi em geração e diversificação

A seca reduz o nível dos rios, diminui a vazão para hidrelétricas e aumenta o custo de energia. Nesse cenário, termelétricas, fonte mais cara, costumam ser ligadas.

Para evitar isso, o governo investe R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz. Os recursos vão para eólica e solar, além da expansão de linhas de transmissão entre regiões com e sem problema hídrico.

Perguntas Frequentes

Quanto o governo vai investir contra o El Niño?

O total de investimentos anunciado pela ministra Miriam Belchior chega a R$ 1,3 bilhão, incluindo ações recentes e previstas para o segundo semestre.

Quais alimentos serão comprados para os estoques públicos?

Serão adquiridas 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz, além de 350 mil cestas de alimentos para populações vulneráveis.

Como o El Niño afeta o Nordeste?

O fenômeno provoca seca na região. As medidas incluem segurança hídrica, integração do Rio São Francisco e investimentos em adutoras, cisternas e barragens.

O que o governo faz para evitar incêndios florestais?

Houve ampliação no número de brigadistas federais e aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios nas regiões de seca.

Quanto será investido em energia?

O governo investe R$ 118 bilhões em geração de energia, com foco em eólica, solar e expansão de linhas de transmissão.

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