Dicas de Viagem Atualizado em 30 de julho de 2026 por Sérgio Tavares

O governo federal anunciou R$ 1,3 bilhão em investimentos para mitigar os impactos do El Niño, incluindo estocagem de alimentos, combate a incêndios e segurança hídrica. As medidas variam por região e afetam diretamente o bolso e o dia a dia da população.

El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

O governo federal anunciou R$ 1,3 bilhão em investimentos para reduzir os impactos do El Niño no país. As medidas foram apresentadas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira (29), e incluem desde estocagem de alimentos até combate a incêndios. O fenômeno, que aquece o Oceano Pacífico e altera o clima em todo o Brasil, exige ações específicas para cada região. Veja como essas providências afetam sua região e seu dia a dia.

O que o governo está fazendo contra o El Niño?

Estocagem de alimentos para populações vulneráveis

O governo vai comprar 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos. Além disso, serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos destinadas a povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares. A medida busca garantir abastecimento em áreas mais afetadas pela seca.

Monitoramento e combate a incêndios

Para as regiões de seca, houve ampliação no número de brigadistas federais e aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Ações de segurança hídrica também estão em andamento, especialmente no Nordeste, onde a estiagem é mais severa.

Como o El Niño afeta cada região?

O El Niño provoca seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e enchentes na região Sul. O governo anunciou medidas específicas para cada cenário.

Região Sul: Defesa Civil e barragens

No Sul, os investimentos se concentram em Defesa Civil, para pronto atendimento a emergências, e em ações corretivas em barragens e diques, com apoio de estados e municípios.

Norte e Nordeste: segurança hídrica e estoques

Além dos estoques de alimentos, a segurança hídrica é prioridade. O governo investe na integração do Rio São Francisco, beneficiando 12 milhões de pessoas nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Outras obras incluem adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Redução do desmatamento e restauração florestal

O governo já registra queda no desmatamento: 50% na Amazônia, 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal. Também está em andamento a restauração florestal em 3,4 milhões de hectares. Essas ações ajudam a mitigar os efeitos climáticos de longo prazo.

Energia: o impacto no bolso do consumidor

Com a seca, os rios têm menos vazão para hidrelétricas, o que aumenta o custo da energia. Termelétricas, mais caras, costumam ser acionadas. Para evitar esse custo extra, o governo investe R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz. Os recursos vão para energia eólica e solar, além da expansão de linhas de transmissão que levam energia de regiões sem problema hídrico para áreas com queda na geração.

Perguntas Frequentes

Quanto o governo vai investir contra o El Niño?

O total de investimentos anunciados chega a R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra Miriam Belchior.

O que está sendo comprado para os estoques públicos?

Serão adquiridas 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz, além de 350 mil cestas de alimentos para populações vulneráveis.

Quais estados serão beneficiados pela integração do Rio São Francisco?

Os investimentos beneficiam Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, com 12 milhões de pessoas atendidas.

Como a seca afeta a conta de luz?

Com menos vazão nos rios, as hidrelétricas perdem capacidade, e termelétricas mais caras são ligadas, elevando o custo da energia.

O que o governo faz para reduzir o desmatamento?

Houve queda de 50% na Amazônia, 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal, além de restauração florestal em 3,4 milhões de hectares.

Quais fontes de energia estão sendo priorizadas?

O governo investe R$ 118 bilhões em energia eólica e solar, além de linhas de transmissão para levar energia de regiões com excedente hídrico.

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