A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia prático para prefeitos e equipes técnicas se prepararem para o El Niño, com 81% de chance de intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. O material reúne orientações para prevenção, resposta e recuperação de
A paisagem cobra um preço que poucos veem. Em 2026, o El Niño pode atingir intensidade muito forte, e as prefeituras brasileiras correm contra o tempo para se preparar. A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia prático que reúne orientações para prevenção, resposta e recuperação após desastres climáticos. O material é gratuito e voltado a prefeitos e equipes técnicas.
Estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontam 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Além disso, há 97% de chances de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027. Os dados, citados pela ABM, indicam que o evento climático não será breve.
Como o El Niño afeta cada região do Brasil
De acordo com a ABM, os efeitos do El Niño variam conforme a região. O guia detalha os impactos esperados para cada área do país.
Norte e Nordede: risco de estiagem e queimadas
No Norte e no Nordeste, a tendência é de redução das chuvas, estiagens prolongadas e queda no nível dos rios. A pressão sobre o abastecimento de água aumenta, e o risco de queimadas se eleva. A associação alerta que esses efeitos podem comprometer serviços essenciais e a segurança das comunidades.
Centro-Oeste: calor e incêndios no Pantanal
No Centro-Oeste, o calor intenso combinado com a baixa umidade pode ampliar a ocorrência de incêndios, especialmente no Pantanal. A região, que já enfrenta secas severas, precisa de planos de contingência atualizados para evitar perdas ambientais e materiais.
Sudeste: calor, baixa umidade e chuvas irregulares
O Sudeste deve enfrentar períodos de calor intenso, baixa umidade e irregularidade das chuvas. O cenário exige monitoramento constante dos recursos hídricos e preparo para estiagens localizadas.
Sul: temporais e enchentes
O Sul apresenta maior risco de temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos. A região, historicamente afetada por eventos climáticos extremos, precisa de planos de evacuação e abrigos preparados.
O que o guia da ABM recomenda
O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para três etapas: prevenção, resposta e recuperação. Entre as recomendações estão:
- Mapeamento de áreas de risco
- Atualização de planos de contingência
- Definição prévia de abrigos e equipes de atendimento
- Organização de ações emergenciais, como evacuação, acolhimento de famílias e manutenção de serviços essenciais
A entidade destaca que a resposta a desastres climáticos deve envolver diferentes áreas da administração municipal, como saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças. A integração entre setores é essencial para uma reação rápida e coordenada.
Como acessar o guia
O guia está disponível gratuitamente no portal da ABM. Prefeitos e equipes técnicas podem baixar o material e adaptar as orientações à realidade local. A associação recomenda que os municípios iniciem o planejamento o quanto antes, dado o alto índice de probabilidade de um El Niño de intensidade muito forte.
planos de contingência climática
Perguntas Frequentes
O que é o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño?
É um material lançado pela ABM que orienta prefeituras nas etapas de prevenção, resposta e recuperação de desastres climáticos causados pelo El Niño.
Qual a probabilidade de o El Niño ser muito forte em 2026?
Estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA apontam 81% de chance de intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026.
Até quando o El Niño deve durar?
Há 97% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até o início de 2027.
O guia é gratuito?
Sim, o guia está disponível gratuitamente no portal da ABM.
Quais setores da prefeitura devem se envolver?
Saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças, entre outros, conforme a ABM.
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