Dicas de Viagem Atualizado em 25 de agosto de 2026 por Felipe Akira

O Observatório do Clima lançou relatório com 37 soluções para reduzir emissões de metano no Brasil. O país é o quinto maior emissor do gás, atrás de China, EUA, Índia e Rússia. Em 2024, foram 21 milhões de toneladas na atmosfera.

O Observatório do Clima lançou nesta terça-feira (18) um relatório que reúne 37 soluções para o Brasil reduzir as emissões de metano (CH4), um dos poluidores mais potentes ligados às mudanças climáticas. O gás dura de 10 a 20 anos na atmosfera, mas tem potencial de aquecimento 28 vezes maior que o gás carbônico (CO2). O país é o quinto maior emissor desse poluidor, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Rússia.

Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, o Brasil lançou na atmosfera 21 milhões de toneladas de metano em 2024. Para David Tsai, coordenador do sistema, reduzir essas emissões é ação crítica para frear o aquecimento global. "Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala", afirma.

As propostas são direcionadas a quatro setores: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas, e energia. Cada área recebe sugestões de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento. Na agropecuária, são 15 propostas que envolvem produtores, governos, instituições financeiras e academia. O setor foi responsável por 15,7 milhões de toneladas de metano em 2024, ou 75,8% das emissões brasileiras.

Gabriel Quintana, do Imaflora, que elaborou as propostas para o setor, vê as mudanças como oportunidade de incluir produtividade e eficiência na produção de alimentos. No setor de resíduos, o manejo de aterros e a eliminação de lixões são medidas centrais. A rede Iclei contribuiu com 12 propostas para inspirar cidades a reduzir geração e desperdício, como ampliar coleta seletiva e aproveitamento energético de materiais.

O Ipam sugeriu cinco ações para melhorar monitoramento, prevenção e combate a incêndios na vegetação nativa. As últimas cinco propostas, do Iema, focam em reduzir vazamentos e desperdícios nas cadeias de petróleo, gás e carvão. Ingrid Graces, pesquisadora do Iema, ressalta: "Quem cozinha com lenha porque não tem acesso a outra fonte de energia precisa de política pública. Já as emissões da cadeia de combustíveis fósseis vêm de operação industrial, e ali cabe responsabilizar quem lucra com a atividade".

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