Dicas de Viagem Atualizado em 03 de agosto de 2026 por Sérgio Tavares

O governo federal vai investir R$ 1,3 bilhão para reduzir os impactos do El Niño no país. Medidas incluem estoques de alimentos, combate a incêndios e reforço na Defesa Civil.

El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

O governo federal anunciou um pacote de R$ 1,3 bilhão para reduzir os impactos do El Niño no país. A previsão foi apresentada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira (29), com investimentos recentes e os previstos para o segundo semestre. As ações incluem estocagem de alimentos, monitoramento climático, fiscalização ambiental e combate a incêndios.

O que está previsto no pacote de R$ 1,3 bilhão?

O total de investimentos vai chegar a R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra. Além da compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos, serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos. Elas serão destinadas a povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

Como o El Niño afeta cada região do Brasil?

O fenômeno climático aumenta a temperatura no Oceano Pacífico e provoca alterações no clima de todo o país. Os efeitos são distintos: seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, e enchentes na região Sul. Por isso, as medidas do governo federal foram desenhadas por região.

Sul: Defesa Civil e ações em barragens

Para a Região Sul, o governo federal anunciou investimentos em Defesa Civil, com foco no pronto atendimento às emergências. Também estão previstas ações corretivas em barragens e diques, com ajuda de estados e municípios.

Norte e Nordeste: brigadistas e segurança hídrica

Nas regiões de seca, houve ampliação no número de brigadistas federais. Também foram adquiridos equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Há ações em andamento visando a segurança hídrica, sobretudo no Nordeste.

Quais medidas já foram adotadas pelo governo?

Segundo a ministra Miriam Belchior, o governo já trabalha para diminuir os impactos climáticos. Uma das ações é a redução no desmatamento. Os números mostram queda de 50% na Amazônia, de 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal.

Outra providência é a restauração florestal em 3,4 milhões de hectares. O processo está em andamento e contribui para a regulação do clima e a proteção dos recursos hídricos.

Integração do Rio São Francisco: 12 milhões de beneficiados

O governo também investe na integração do Rio São Francisco para minimizar os impactos da seca no Nordeste. São 12 milhões de pessoas beneficiadas com investimentos nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Além disso, há investimentos em segurança hídrica que não passam pelo Rio São Francisco. Eles incluem adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação. Esses investimentos ocorrem no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O impacto na energia: termelétricas e a conta de luz

Com a redução dos níveis dos rios, há menos vazão para uso de hidrelétricas. Isso aumenta o custo de energia. Geralmente, nesse cenário, as termelétricas, uma fonte mais cara, são ligadas.

Para mitigar esse efeito, o governo está investindo R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz energética. Os recursos têm sido aplicados em geração eólica e solar, além da expansão das linhas de transmissão. A ideia é levar energia de onde não há problema hídrico para onde existe queda na geração.

O que o consumidor pode esperar?

Para o consumidor, o pacote de R$ 1,3 bilhão busca reduzir riscos de desabastecimento e variações bruscas de preço. A compra de milho e arroz para estoques públicos ajuda a regular o mercado de alimentos. Já os investimentos em energia eólica e solar tendem a reduzir a dependência de termelétricas, que encarecem a conta de luz.

No caso de eventos extremos, como enchentes no Sul ou seca no Norte, o reforço na Defesa Civil e nos brigadistas reduz o tempo de resposta. A segurança hídrica, por sua vez, protege o abastecimento de água em áreas mais vulneráveis.

Perguntas Frequentes

Quanto o governo federal vai investir para conter o El Niño?

O total de investimentos chega a R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. O valor inclui ações já realizadas e as previstas para o segundo semestre.

Quais alimentos serão comprados para os estoques públicos?

Serão compradas 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz. Também serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

Como o El Niño afeta o Nordeste?

O El Niño provoca seca no Norte e Nordeste. Para minimizar os impactos, o governo investe na integração do Rio São Francisco, beneficiando 12 milhões de pessoas, e em obras de segurança hídrica em nove estados.

O que o governo faz para evitar incêndios florestais?

Houve ampliação no número de brigadistas federais e aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. A medida é voltada principalmente para as regiões de seca.

Como o El Niño afeta a conta de energia?

Com a seca, os rios ficam com menos vazão para hidrelétricas, o que aumenta o custo de energia. Nesse cenário, termelétricas mais caras são ligadas. O governo investe R$ 118 bilhões em energia eólica, solar e linhas de transmissão para diversificar a matriz.

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