Viagem Internacional Atualizado em 25 de agosto de 2026 por Felipe Akira

Representantes do Consórcio Nordeste estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, para atrair investimentos em projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração da Caatinga durante a COP17.

Representantes do Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, em busca de recursos para projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração do bioma Caatinga. A delegação participa da última semana da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), com agenda voltada a organismos financeiros e bancos multilaterais.

Nesta segunda-feira (24), o Consórcio marcou presença em um painel no Pavilhão Brasil, espaço oficial da conferência, ao lado do Banco Mundial e do Mecanismo Global das Nações Unidas. Também se juntaram ao evento o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste.

Para terça-feira (25), está prevista a apresentação do recaatingamento como estratégia integrada de restauração ecológica, adaptação climática e desenvolvimento territorial sustentável. O método, baseado no conhecimento das populações locais, recupera áreas degradadas e conserva a biodiversidade do bioma.

Outra frente é o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que articula proteção ambiental, competitividade econômica, inclusão social, inovação tecnológica e fortalecimento institucional. Os projetos para captação incluem cisternas, barragens subterrâneas, reuso e dessalinização descentralizada.

O Consórcio também espera atrair investimentos para o Fundo Caatinga, visto pelos governantes como forma de centralizar recursos regionais e reduzir custos de transação de cada projeto. Nas agendas bilaterais com o Banco Mundial, o FIDA-ONU e o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), três linhas orientam os projetos.

A primeira é a segurança hídrica como infraestrutura de adaptação, com dessalinização, poços solares e conservação de mananciais. A segunda envolve transição energética, com exemplos de centros de hidrogênio verde em Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE). A terceira trata da restauração da terra e bioeconomia da Caatinga, via recaatingamento, viveiros de grande porte e cadeias produtivas da agricultura familiar.

*O repórter viajou para a Mongólia a convite da UNCCD, após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

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